23 maio, 2009

Abre-Alas do Jardim

Eu me lembro do dia em que as pessoas
se juntavam em volta do túmulo
E naquele dia todas choravam pelo mesmo;
mesmo homem, mesmo dia
E não sabiam que ali tudo mudava:
Para um ou para todos. Ali, tudo mudo,
(Vo)ava

E no tempo dos choros, ou no contra-tempo dos soluços
Eu era talvez o único que pensava no sentido de tudo
E de tudo, o sentido é o que faltava.

Dois meses depois, eu decidia-ia decidir,
'Deci' dia (em diante), que meu epitáfio seria molhado de confetes