26 junho, 2010

            Um homem que desvia seu olhar
            do trânsito, tão inóspito e improdutivo
            e o aponta para o que realmente importa

            é atropelado.

            Atropelam-se homem de sentimentos,
            mas também de cheiros,
            de sabores,
            atropelam-se homens de dor.

            Homens de olhar vidrado,
            de pupilas dilatadas; captam toda luz
            homens de olhar bonito,
            de olhos brilhando pela falta de cigarro,
            homens de amor... atropelados.

17 junho, 2010

Percebi... o que a calma filtra o mundo em minhas têmporas,
e elas não latejam mais.
que o ódio e a raiva, eu não devo ter medo de dize-los,
mas, que rasgando no meu peito, (assaz)
floresçam em explosão, mantenham-me vivo, pois me fazem sê-lo

e me servirem também de motor,
são tudo o que me resta quando eu grito por dentro que o mundo não presta.
Ai!, da minha alma; ai, desta!
que ainda morre cedo, cedo de amor.

16 junho, 2010

            Gosto de café ou som de violão
            subjetivos, os seus olhares que a todo tempo fogem das
(nossas) palavras
correndo dos outros, correndo pra ficar só nos dois
me perfurando nos momentos que deve
e nos que se esquece de disfarçar,
onde eu te acerto, você sem disfarce, cara a cara

Correndo. posso ficar, só
mas vivo.